No âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação Especial 2021-2030, o Ministério da Educação, realizou na terra do Bago Vermelho – Uíge, a I Conferência do III Ciclo de Conferências Sobre Boas Práticas no Domínio da Educação Inclusiva, que decorreu de 24 a 25 do mês e ano em curso, no Liceu do Uíge, localizado no Bairro Catapa, orientado sob lema ” Educação Inclusiva: Angola 50 Anos-Um Caminho Para Uma Sociedade Inclusiva e Equitativa.
Mais de vinte palestrantes provenientes das 21 delegações provinciais, partilharam conhecimentos e experiências ligadas as boas práticas no domínio da educação inclusiva, onde debateram temas como:
– Políticas Públicas;
– Transtornos do Neuro Desenvolvimento;
– Atenção às Diferenças na Sala de Aulas;
– Atendimento Educativo as Deficiências Sensoriais;
– Boas Práticas Nas Instituições do Ensino Público e Privado;
– Escola, Família e Comunidade.

Em representação da Ministra da Educação Luísa Alves Grilo, encerrou o evento a Directora do Instituto Nacional de Educação Especial, Janice Neves, que durante o seu discurso Sublinhou em primeiro lugar a formação continua dos docentes como base do sucesso de toda educação Inclusiva, essencialmente, nas metodologias diferenciadas.
A importância da família no processo de ensino e aprendizagem é insubstituível, por isso, devem ser valorizadas, ouvidas, respeitadas e envolvidas nas decisões pedagógicas.
A necessidade e o engajamento incondicional dos governos provincias, visto que a implementação das políticas públicas e Inclusivas, dependem em grande medida da vontade política e da capacidade operacional das autoridades locais. São os governos provinciais que conhecem o contexto, os desafios e as oportunidades de cada território.
É a sua liderança que garante que os compromissos assumidos a nível central se tornem realidades concretas nas escolas, nas salas de aulas, nos centros de apoio e nas comunidades.
Durante a sua narrativa, a directora do INEE Janice Neves, reforçou que a educação inclusiva precisa não só de um compromisso nacional, mas, de uma execução local firme, coordenada e integrada. No entanto, o envolvimento de todos governantes, Directores Provincias, Administradores municipais, no sentido de assegurar que a inclusão seja uma prioridade transversal, operacionalizada com recursos e acompanhamento de modo a gerar resultados esperados.
No final, agradeceu o governo da província pelo acolhimento exemplar e de todos parceiros pelo apoio contínuo na consolidação das capacidades nacionais. Que os efeitos da I Conferência sejam mais do que documentos e ideias, mas compromissos reais, estratégias aplicáveis e uma convicção renovada de que a inclusão é um dever e não um favor. Disse a governante.
Os participantes vivenciaram momentos de muita aprendizagem, de alegria, música, dança e poesia com os artistas da praça local. Eles consideraram que o encontro permite enriquecer as experiências, tendo em conta as realidades diferentes vividas por cada região do país e a valorização da Pessoas com Deficiência.
Equipe técnica
Texto Janeta Miguel
Imagens Miguel Bilton
Supervisão Manuel Razão Agostinho


